domingo, 11 de novembro de 2012

Síndrome de Domingo

      Isso tem que terminar. Todo domingo é a mesma história: chega o fim de tarde, a angústia da semana que está para começar e o Santiago apronta alguma - febre, dor de garganta ou qualquer outra coisa que potencializam o peso nas minhas costas. É a mesma sensação sempre, de que não serei capaz de vencer os desafios que a minha rotina me impõem, e isso é tão dolorido....
     Passar o  fim de semana todo juntos, desde os ataques de birra aos carinhos e beijinhos espontâneos, me fortalece muito, e por outro lado me deixa triste, pois segunda tudo volta ao normal e, se é difícil pra mim entender e aceitar essa separação semanal, imaginem pra ele. Talvez eu seja uma mãe exagerada mesmo.
     Mas, voltando ao domingo, acho que esse sentimento é global, mas tem se feito tão presente que está despertando meu ódio. No final da segunda tudo volta ao normal, mas a sensação de impotência no final do dia desanima muito. Parece que não vou ter tempo de ir na aula, nem de arranjar uma consulta no pediatra, muito menos de estar disponível no horário que eu conseguir e muito, mas muito menos de sentar e estudar para as provas que me aguardam. Imaginem conseguir marcar com a psicóloga pra conversar sobre o desfralde. Socorro! Porém, uma coisa que aprendi nesses quase dois anos de dupla jornada é ter paciência. As vezes esqueço disso e me desespero - principalmente no domingo a noite. A vontade é de pedir ajuda, me dividir em duas, sei lá!
     Amanhã estará tudo bem. Agora, respirar fundo. Volto a dizer, isso tem que ter fim. Um remédio pra síndrome dominical, por favor.
     Boa noite, os cadernos me esperam. Até o Santiago acordar.

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