sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

365 dias

- Mãe, tem sol.
- Sim, tá entrando o solzinho.
- Já é dia mãe? Vamos levantar!
- Dá um upa na mãe de bom dia?
- Eu te amo, mãe.

      Esse foi o diálogo que interrompeu os devaneios que passavam pela minha cabeça hoje pela manhã. No dia de hoje, 13 de dezembro, falta exatamente um ano para a minha formatura. Começou a passar um filme, desde os incansáveis estudos, ainda no conforto de casa, para passar na UFRGS, até quem eu me tornei hoje. 
     A gente sabe que morar fora de casa, ir pra "cidade grande", entrar na faculdade, conhecer novas pessoas e ter novas obrigações mudam muito a vida e o que somos. Mas comigo, a mudança foi mais intensa. Foi intrínseca, foi inesperada. Mexeu lá nos moldes de quem eu era. Nesses 5 anos de curso, tive altos e baixos. Com sorte (e força de vontade) os baixos foram curtos e superados.
     No início do quarto semestre descobri que não estava mais sozinha e que abrigava em meu ventre outra pessoinha. Nesse momento, cheguei a pensar em desistir, temia que não pudesse ser mais a mesma Ana. De fato, dali em diante não seria mais a Ana, e sim, a mãe do Santiago. Entretanto, depois de um tempo percebi que poderia ser a Ana, mãe do Santiago. Confuso? Quem tem filhos sabe o quanto abdicamos de nós por eles. Pensei que seria impossível continuar minha faculdade, o sonho que tinha de ser médica veterinária, pois deveria cuidar dele. Aos poucos, mas sem parar, fui indo. Com muita ajuda do papai, terminei um semestre. Com 6 meses, a escolinha nos ajudou e eu segui. Uns semestres com muita carga, outros um pouco menos, lidando com todas as esferas do mundo infantil e acadêmico, fiz a maior parte da minha faculdade junto com ele. Quando descobri que, em vez de desistir do que eu almejava (e não foram poucas as vezes que pensei), na verdade eu tinha ganhado um companheiro, meu mundo floresceu novamente e percebi o quanto aquela reviravolta tinha agregado para mim.
      Sou a Ana, sou a mãe do Santiago, sou a noiva do Gonçalo, sou a dona de casa, sou estudante de Veterinária, sou filha, sou irmã, por vezes pediatra, por vezes nutricionista, recreacionista, outras psicológa e também, escrevo as vezes.  Sou mil e uma, e não deixei, em nenhum momento, de ser quem eu era. A mesma, mas dessa vez, madura. Esse é o fascínio da maternidade, descobrir a si mesma diante de outra vida.
      Agora, faltando um ano para findar essa jornada, vejo que a mudança que sofri nesses 5 anos me ensinou o quão importante é aprender a confiar em nós mesmos, acreditar na força que temos e que somos capazes de fazer. Palavras desacreditadas e olhares desconfiados não faltaram, assim como sobrou vontade e confiança da minha parte, e companheirismo dos meus dois ajudantes, Santiago e papai. Fico muito orgulhosa de dizer que conseguimos, pois não faria nada sozinha. E mais, dizer que tivemos a preciosa companhia da felicidade em todos os dias dessa empreitada, e que só assim chegamos onde estamos hoje, a 365 dias de uma vitória construída em família, acordando com um abraço e aquelas três palavrinhas escritas lá em cima que fizeram todo o esforço valer a pena.  
     

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ainda sobre a terceirização

     São 23:30. Terminei de preparar a marmita para amanhã e limpar a cozinha. Não deu tempo de lavar a roupa hoje, e nem de arrumar o berço, pois hoje cedo tirei o meu pequenino da cama ainda dormindo e quando chegamos em casa só deu tempo e dar um banho e preparar um mamá pra cair no sono. Pensa que isso não dói? Pensa que gente se acostuma? Pensa que a gente passa o dia longe tranquilas? Nunca. Todo dia eu repenso. Está certo? Tem mesmo que ser assim?
     Semana passada era semana acadêmica na favet. Na terça-feira pela manhã, quando acordei com um sorriso radiante do meu lado que chamava "mamãe", as 9 da manhã, agradeci baixinho, lá no fundinho, por aquele momento. Como era bom acordar com ele ao meu lado sem estarmos atrasados, apressados, poder dar um bom dia e aproveitar aquele tempo juntos. 
     Bom, voltando ao dia de hoje, foi um poucos atípico, pois normalmente chegamos em casa mais cedo e fazemos as coisas com mais calma. Mas serviu para eu repensar e vir aqui escrever sobre o que prometi no outro post: a terceirização da criação dos nossos filhos para as escolinhas. O Santiago entrou com seis meses. Foi o melhor? Não sei, até hoje me pergunto. Verdade que ele é uma criança muito segura, madura, etc e tal, mas creio que isso seja mérito da personalidade dele. O assunto é muito delicado e extenso, portanto vamos atribuir uns prós e contras. A escola é ótima por oferecer alimentação  balanceada, oferecer atividades lúdicas (ninguém gosta de tinta no tapete), ajudar na interação social, na assimilação dos limites e respeito ao outro. O contra, para mim, é meio sentimental. Deixamos nossos preciosos diamentezinhos para serem lapidados por alguém que você conheceu ontem. Será que ela cuida bem? Será que vai fazer as vontades? Será que vai entender o choro, as palavras, o motivo da angústia? Eu sei que isso acontece com todas as mães, mas o problema é que a maioria acredita que isso é normal: "ele vai chorar um pouquinho, mas logo se adapta". Adapta nada! Diz aí, você se adaptaria a ouvir o choro do seu filho clamando pela mamãe toda vez que deixasse ele na escola? Eu não. Sou mãe, mas não tenho sangue de barata. 
     Lembrem-se que isso não é o natural (lá vem a mãe instintiva) e não sabemos se é o certo. Nem sei se saberemos. A verdade é que a mulher tem que trabalhar/estudar, tem que cuidar da casa, fazer as compras, dar atenção a família, se cuidar (e não adianta por a culpa na gravidez, hein?) e não consegue fazer tudo isso com o filho a tiracolo. É conveniente para nosso dia a dia, não sei se tanto para os nossos bichinhos. Tenho sorte por o Santiago estar muito bem na escola, fico feliz por sentir
ele feliz. A maternidade é um pacote de ingredientes, sendo as dúvidas uma parte importante desse todo, e talvez sejam as mais cruéis, pois nosso maior medo é errar com eles.
     Enfim, procure um ambiente onde seu filho se sinta bem. E lembre-se, apesar de não estar o dia todo ali, você -mãe- é a melhor pessoa para saber como ele está se adaptando, confie no seu instinto, afinal vocês já se conhecem desde o primeiríssimo instante da vida dele, e não existe cumplicidade maior que isso. Se achar que está errado, pare, converse, comece de novo. A melhor psicóloga que ele pode ter é você, e os melhores pedagogos são os nossos pais, todos reconhecemos isso. Agora boa noite, e até o próximo "mãe, quero mamá!!". 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Questão de posse

Minha paz, meu refúgio, meu encontro.
Meu pensamento, minha ansiedade, minha preocupação.
Minha dedicação, meu apego, meus medos.
Minha mudança no plano, minha mudança de planos, minha surpresa.
Minha angústia, minhas dúvidas, minhas respostas.
Minha inversão de valores, minha prioridade, meu esforço.
Meu companheiro, meu amigo, tão eu e ao mesmo tempo tão ele.


E agora ele adormeceu em meus braços.
Meu filho, parte de mim.
Minha vida.
Meu amor.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Uma breve (ou quase) reflexão

     Faz tempo que não apareço por aqui. Todos sabem como é a correria dos nossos dias. Felizmente, essa correria tem sido gratificante: a faculdade já está quase no fim, o Santiago já está com quase 3 anos e o nosso lar está caminhando perfeitamente. Meus dias tem sido rápidos, prazerosos, divididos entre tempo dedicado à faculdade, tempo dedicado à nossa casa, tempo dedicado à família e tempo dedicado à mim. Sim, pois depois de um bom tempo voltei a cuidar mais de mim, de volta a academia e fazendo uma dieta de reeducação alimentar. Está sendo ótimo para mim e toda família, mas isso são outros quinhentos.
     Hoje o que vim falar aqui foi dessa "correria" mesmo, que falei anteriormente. É uma realidade antagônica - o mundo nos cobra, a gente precisa. E se for diferente, sentimos falta. Por outro lado, será que paramos pra pensar em tudo que estamos deixando para trás? Não somente em relação aos filhos. Aprendi, de uns anos pra cá, que todo dia é dia para comemorarmos a vida. E comemoração não requer grandes festejos; basta estarmos junto de quem gostamos e fazendo o que nos agrada. Não deixe para amanhã, não espere o final de semana. As nossas obrigações devem ser aliadas ao prazer e isso não é ser relapso ou deixar de cumprir algum compromisso. Isso é viver, e não apenas sobreviver. E esse ano, tive vários exemplos à minha volta de que estou certa. O que quero dizer, é que ninguém precisa estar velho para ficar doente, muito menos precisa ter aproveitado o máximo de sua vida, trabalhado e se realizado em todos os âmbitos para que um acidente aconteça e decepe sua vida. Gente, é real. Não se sabe quanto tempo estaremos aqui - é inevitável pensar assim. A vida é fugaz, e isso é doído. Por essas e outras que digo: mude seus planos, planeje para agora. Para hoje. Para a hora da janta. Porque viver é hoje, não conte com amanhã. Planos são saudáveis, mas aprenda a diferenciá-los de sonhos e coloque-os em prática. Se não, a "correria" acaba te engolindo...
     Agora em relação aos fihos, aí sim, a "correria" é cruel e não perdoa. Um dia desses, vi num Super Nanny (sim, porque quando mãe tem um raro momento de escolher um programa, acaba vendo Super Nanny, Um Bebê por Minuto, e por aí vai), que estamos terceirizando a criação dos nossos filhos para os meios eletrônicos. Sem falar nas escolinhas, o que merece um post exclusivo depois! Não sou contra os pequenos brincarem em tablets, ver televisão, etc. Nós não brincávamos disso simplesmente porque não exisitia, e diante da realidade de que a maioria de nós vivemos em apartamentos, não existe a possibilidade de brincar de pega-pega nem jogar futebol sem resultar num estrago. Mas, temo que ela esteja certa. Temo não, ela está. Falo por mim mesma, porque ótimos pais são aqueles que não tem filhos, e atire a primeira pedra quem nunca ligou os Backyardigans pra poder fazer alguma outra coisa. Agora que acumulei mais uma função - a de dona de casa - a Discovery kids nos ajuda bastante! Mas é difícil isso, hein... Ao mesmo tempo que precisamos cozinhar, estudar, organizar a mochila, lavar a roupa e blábláblá, aquele também é o tempo que temos para conversar, brincar, dividir o nosso dia. E, peraí, também temos que dormir. Amigos, essa matemática é complicada. É a "correria", a famosa desculpa para não encontrarmos os amigos, não visitarmos os parentes, não fazer programas diferentes e, (suspiro) não dar toda atenção necessária aos nossos filhos. Não é fácil assumir isso, mas não sejam hipócritas, mamães leitoras, e não mintam que o filho de vocês não sabe quem é o Doki. Ou o Tree Fu Tom, se preferirem. Porque é unanimidade, é a realidade do nosso dia a dia.
     Bem, diante disso, assumi que a divisão em casa estava um pouco errada. Não pensem que entreguei meu filho para os meios de entretenimento, claro que não. Quem conhece nossa rotina sabe disso. Apenas fiz uma análise e achei que nosso tempo poderia ser de mais qualidade, diante do tempo que eu e o pai ficamos longe dele. Portanto, agora só ligamos a TV depois do banho tomado, quando vou preparar a janta e preciso me ausentar da brincadeira. Assim, sacrifiquei um pouco do meu sono, já que as outras tarefas serão feitas depois que ele dormir. Mas digo pra vocês que está valendo a pena, e nosso dia em família está muito mais produtivo, principalmente para compensar aquela velha amiga das mamães que trabalham/estudam - a culpa.
     Enfim... divida seu tempo. Esquematize a sua vida. Não deixe de reservar uma parcela dele para você, seu corpo e sua mente (e não se culpe por isso). Reserve um tempo só para o casal. Um tempo para os amigos. Um tempo, na frequencia que lhe for necessário, para fazer o que te faz bem e o que tu gostas. Infelizmente (ou felizmente), nós não viemos ao mundo com prazo de validade estampado em nosso corpo. E não tente entender o porquê de tudo isso, temos que aceitar e fazer a nossa parte. Aproveite seu tempo. Sistematize-o. E, acredite em mim, é possível!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sobre filhos independentes e dia das mães


    Ganhei um presente de dia das mães muito especial. O nosso cantinho; uma casa que aos poucos estamos transformando em nosso lar. E esse presente nos trouxe outro de valor inestimável - a certeza de que estamos no caminho certo. Vou explicar. Quando decidimos nos mudar, começamos a sedimentar a idéia do Santiago ter um quarto só pra ele e dormir na caminha sozinho, o que não acontecia há muito tempo. E não é que ele absorveu? Então, nos mudamos, e na primeira noite na casinha nova ele não quis nem saber de ir pra cama da mamãe. Ficamos muito orgulhosos! Vou explicar de novo. Esse simples fato nos mostra que o cidadãozinho que estamos criando já está maduro o suficiente pra tomar suas decisões e segui-las com muita certeza, caindo naquela minha teoria de que amparo nunca é demais. Ter deixado ele dormir junto por tanto tempo não fez com que ele tornasse isso uma condição permanente nem que ficasse mais dependente, como todo mundo diz. Pelo contrário, meu mocinho decidiu que dormiria no quarto dele e não voltou atrás. Claro que ele me chamou, e que tudo é uma novidade, mas esse primeiro passo foi muito grandioso pra maturidade dele. Fico feliz que ele saiba que pode estar no outro quarto ciente de que estarei sempre por perto pra dar o aconchego que ele precisa. E isso tudo, naturalmente.
    Agora sobre o dia das mães, quero parabenizar todas aquelas mães de hoje. As mães que, assim como eu, acordam mais cedo pra vesti-los, enquanto eles ainda dormem. Aquelas que levam eles pra escola carregando bolsa/mochila/caderno/filho, estacionam fazendo uma baliza e saem de lá pela metade, pois deixaram um pedacinho de si. Encaram trânsito, chefe/professor que pode até ser pai mas não é mãe e não entendem o porquê do atraso. Contam os minutos e horas até que o dia passe e chegue a hora de buscá-los. Chegam na escola, enchem de beijos e enchem o coração com o sorriso que recebem ao abrir a porta da sala. Fazem a janta, dão o banho, arrumam as roupinhas, brincam, correm, colocam pra dormir com um carinho e dedicação que só podem ser definidos como maternos. As mães que esquecem das unhas, do cabelo, do shopping e da academia, pois não são prioridades mais. Parabéns pras mães que encaram febre, fila da emergência do hospital, exame de sangue, dor de garganta, de ouvido, de barriga como se fosse no seu próprio corpo e sofrem tanto quanto seus filhos. Pras mães que não dormem enquanto a febre não baixa e a tosse não passa. Pras mães que largam tudo pra assegurar de que a recuperação será completa. As mães que lidam diariamente com um conflito interno entre trabalho/estudos e filhos, e que engolem a culpa de estar longe. As mães que se escabelam para o filho comer mais uma colherada de arroz com feijão, e que ficam orgulhosas de ver o prato vazio. As que fazem de tudo para protegê-los, defendê-los das tomadas, dos mosquitos, das mordidas, dos olhares alheios, e de qualquer coisa que os façam mal. Mães que adivinham olhares, decifram palavras, entendem choros. Aquelas mães que conhecem seu filho melhor do que ninguém desde aquele primeiro olhar na maternidade, que deram o peito, o sono, o dia, e que dariam a vida por seus filhos. Porque depois de ser mãe, não somos sós. Temos um pedaço independente do nosso corpo, mas dependente do nosso amor. Porque a gente cria um filho baseado no amor e a dedicação é extrema. Parabéns guerreiras pelo dia das mães, apesar de mãe não ter dia, nem hora, nem lugar. Mãe é tempo integral. Alegria integral. Carinho integral. Amor integral.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

27/01/13

    Há uma semana aconteceu uma das maiores tragédias do nosso estado, e eu há uma semana tento escrever algo. Esse tipo de acontecimento mexe muito com todos nós e é difícil ficar imune ao sofrimento de tantas pessoas juntas. 
    Eram todos jovens, que na segunda feira deveriam estar chegando na faculdade e comentando sobre a festa. Jovens da minha idade, da minha cidade, amigos de amigos. Mas eles nunca mais retornarão nem para a faculdade, nem a ligação da mãe, nem para as suas casas, seus amores, suas vidas. Dói muito isso porque se trata de sonhos. Sonhos interrompidos, quebrados, estilhaçados, sonhos mortos. Sonhos que não se realizarão nem sequer terão um final frustrante. Eram jovens cheios de sonhos, bem como eu. Perder um avô dói, uma avó dói; mas perder uma semente cheia de energia para o futuro desaba as nossas esperanças. Dói muito para todos nós, mesmo que não envolvidos diretamente, e dói mais ainda pra quem é mãe e sabe a dimensão do amor que dedicamos às nossas peças preciosas, para que sejam levadas assim, de repente...
     Me pergunto muito até que ponto somos predestinados ou somos escravos do destino. A verdade é que nunca saberemos. Por isso temos FÉ. E é isso que desejo para os pais e mães, amigos, familiares desses agora anjos que deixaram esse mundo tão subitamente. Em especial para minha ex prof, que um dia me ensinou a emendar frases em redações e hoje tento juntar palavras que lhe transmitam força para seguir em frente.
     Sempre falo que não importa o quão cansativo ou difícil tenha sido o dia, e sim que, quando este terminar, estejamos em paz e juntos. É o que faz a vida valer a pena. Força. Fé. Não tenho mais palavras...

sábado, 26 de janeiro de 2013

A encomenda

     Há dois anos atras recebi uma encomenda. Uma encomenda inesperada, e que demorou nove meses para chegar até mim. Era grande, tinha 3.590 kg e 50 cm. Quando abri essa encomenda, não pude acreditar no que tinha ali; era parecido conosco mas com um jeitinho só dele. Eram 3 kg de dúvidas e medos que findaram ali para dar lugar ao êxtase e amor sublime do momento. Por vezes essa encomenda nos venceu de cansaço... Por vezes nos encheu os olhos de lágrimas ao assistir suas conquistas... Por vezes nos fez sentir como crianças de novo... Essa encomenda nos colocou diante dos maiores desafios das nossas vidas. E junto com esse baú de sentimentos, essa encomenda me deu a minha maior e melhor característica - me tornou mãe. Incrível... mesmo sem pedir, Deus enviou exatamente como eu queria. Completo, e me fez completa.
     À essa encomenda demos o nome de Santiago, a quem chamo de meu filho e atendo como mãe. Quem me fez amadurecer, ser forte, ter coragem e ter colo de mãe, beijo de mãe, aconchego de mãe, coração de mãe. Hoje não existe Ana sem Santiago. Feliz aniversário, meu amor. Tu tens o mundo todo para ser feliz. Nós, teus pais, estaremos sempre por perto.