quinta-feira, 16 de março de 2017

7 coisas que você precisa saber sobre relacionamento entre irmãos

1. Ainda na gestação: está grávida do segundo filho e preocupada em como seu primogênito/a vai reagir? Calma, é normal! Todas temos aquela sensação de que não vamos dar conta de tudo! Procure sempre falar com carinho sobre o bebê e o quanto vai ser legal tê-lo em casa, mas não entre muito em detalhes se eles não perguntarem, a fim de evitar criar grandes expectativas: a imaginação das crianças vai muito além! Faça com que ele participe de pelo menos um ultrassom, tire fotos com o bebê na barriga, envolva-o nos preparativos do chá, do quartinho, enxoval. Deixe ele ajudar a escolher a primeira roupa que o bebê vai vestir, isso é muito emocionante! Dê muito colo, aconchego e carinho, e alguma vez fale que logo logo o bebê vai estar junto com vocês naquele momento especial. Quando o parto estiver se aproximando, tente conter a ansiedade com tudo de novo que está por vir. Lembre-se que eles sentem tudo e que ninguém nesse mundo sabe como ser mãe de dois filhos até ser de fato, todas passamos por incertezas! E não se culpe por isso! Essa foi a fase mais difícil por aqui, a ansiedade da chegada das 40 semanas e as mudanças no ambiente de casa (a vovó veio ajudar) resultaram nas primeiras e piores crises de ciúmes. Portanto, segure as pontas! Não demonstre tanta ansiedade, tudo vai se encaixar!

2. No dia do parto: a tensão está a toda! Hormônios a flor da pele! O bebê vai chegar! Espero que você já tenha conversado com seu filho e explicado que você terá que ficar no hospital pelo menos um dia e organizado alguém para cuidar dele enquanto isso. A minha dica pra esse momento é: deixe seu filho mais velho com alguém que confie e que ele se sinta à vontade, e aproveite ao máximo o milagre da vida acontecendo novamente! Assim que puder peça que tragam seu filho para o primeiro encontro. Prepare seus olhos (e a câmera fotográfica) para esse doce instante! Não hesite em deixar o irmão pegar o bebê no colo, nunca! Eles também querem se conhecer! Deixe ele ver, tocar, cheirar ... é tudo novo e ele se sente orgulhoso em ter um irmão! Relaxe e dedique-se aos primeiros instantes com seu novo amor. 

3. Os primeiros dias em casa: esse é um período crítico! A amamentação requer muita atenção, a casa deve estar de pernas pro ar, você não dorme, e tudo aquilo que o puerpério traz de presente. Mas dessa vez tem uma vantagem: você já viveu isso, e sabe que logo passa! Tente se concentrar no que é mais importante: amamentar e conhecer seu filhote e aceitar ajuda, para que nas horas vagas você possa dar atenção exclusiva para o filho mais velho. Procure manter os momentos do dia que eram importantes para vocês dois, como a hora do sono, ou do tema, levar na escola, enfim... Peça para alguém olhar o bebê dormindo enquanto você faz uma brincadeira especial com irmão, nem que seja 10 minutos, isso fará uma super diferença pra ele! As vezes é bom ter a mãe só pra ele novamente! Permita que ele ajude nos cuidados com o bebê, mas se ele não estiver a fim, não force - tudo tem seu tempo! Lembre-se sempre: vai passar!

4. Então, a rotina: o bebê já não é novidade na casa, o que é bom pra você (que já engrenou na amamentação, nos horários, já reconhece os choros), mas pode não ser tão bom assim pro irmão mais velho. Essa fase foi um pouco difícil por aqui: parece que eles se dão conta que o irmão veio mesmo pra ficar, ahhaha! Então até todos se reposicionarem nos seus lugares na família, o ciúmes pode aparecer. E aí, como lidar? A minha dica é: seja sincera! Já cheguei a chorar junto com ele em uma crise! Prepare-se para ouvir coisas do tipo "vocês não me amam mais" e segure seu coração. Sim, vai doer. O ciúmes é inevitável. Quando isso acontecer abrace e diga tudo que tem vontade: a mãe te ama, no coração da mãe cabe vocês dois, peça desculpas se necessário, explique que você está cansada, que o bebê acorda de madrugada,  mas que logo vai estar tudo normal de novo! E o mais importante, acredite nisso também!

5. Papai em ação: espero que você tenha um marido presente e disposto a embarcar nessa com você. O companheiro é essencial nessas horas, afinal ele vai ter que assumir diversas tarefas com o filho mais velho. Por aqui foi tão verdade que hoje meu filho chama o pai pra dormir! É importante que o contrário também ocorra: ele assume o bebê e você cuida do mais velho.

6. Interação entre irmãos: apesar de tudo que escrevi antes, o que mais pesa de tudo isso é o dia a dia, os diálogos informais, as situações corriqueiras. Por isso, tente sempre prestar atenção no que diz para o filho mais velho, ou melhor, como diz! É difícil explicar, mas sei que na hora você vai entender! Nunca o responsabilize em excesso, mas tente incluir ele nas tarefas. Ressalte as qualidades, elogie quando ele fizer o certo, estimule o carinho entre eles e sempre diga o quanto ele já aprendeu até aqui. A grande verdade é que de agora em diante você estará sempre em um jogo de cintura para agradar os dois. No meio de tudo isso, fique atenta - os primeiros sinais de amor entre irmãos vão aparecer. Vou te dizer como: beijinhos, apertões, carinho e frases como "você é o bebê mais bonito do mundo", "vem cá que o mano vai te cuidar", e até o tão esperado "eu te amo"! Ahhhh, você vai explodir de alegria, pode confiar em mim! 

7. Você é a melhor mãe que eles podem ter!: Não se preocupe se você estiver sentindo que não vai conseguir amar os dois do mesmo jeito, também é normal. O que posso te dizer é o seguinte: o amor de mãe é igual, é aquele que cala fundo no peito, que nos torna capaz de qualquer coisa para vê-los felizes e saudáveis. Você terá um amor único para cada filho, cada um é um! Você vai amar características diferentes deles, a personalidade, os trejeitos, os olhares. Alguns dias (ou quase todos) você vai deitar na cama e pensar que poderia ter feito melhor, ter dado mais atenção para um ou para outro, vai achar que faltou em algum aspecto, porém isso é inerente à sua posição - você é uma e eles são dois. Se te assusta a possibilidade de não dar atenção suficiente pro seu filho mais velho, pense que aos poucos ele vai entender essa divisão, esteja ciente de que pode demorar um pouco mas logo a família adquire novas posições. Mentalize que no futuro eles sempre terão um ao outro e nunca duvide se tomou a decisão certa ao decidir ter outro filho. Relaxe e tenha certeza que está fazendo o seu melhor, e que pra eles isso basta! Tente não se cobrar tanto e, principalmente não se culpar por não poder se dividir em duas. Você é a melhor mãe que eles poderiam ter! Você gerou, deu à luz, criou e eles serão seus frutos pra sempre! E nunca esqueça: amor de mãe não se divide - se multiplica! 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Um raio congelante

Meu pequeno benzinho.
Estava aqui te admirando enquanto te amamento no auge dos teus 7 meses e meio... e fiquei com uma dúvida cruel: se eu pudesse escolher uma coisa tua pra congelar no tempo, qual seria? 
Tuas fofas e ágeis mãozinhas que já 
acordam buscando seus alvos? 
Tuas pernas lisinhas que se engalfinham no meu corpo enquanto tu mamas?
O sorriso contagiante que recebo toda vez que me vês? 
Teu olhar curioso e atento a tudo, que sorri tanto quanto teus lábios?
Teus gritos e balbucios que tanto nos encantam? 
Tuas mamadas intensas, os olhos fitando os meus, as mãos procurando abrigo nas minhas? 
Ou quem sabe a hora do soninho, o aconchego do teu corpo no meu, o cheirinho de banho tomado, o suave adormecer?
Difícil dizer! Impossível escolher!
Desejo apenas que o tempo passe beeeem lento nesses momentos e que a minha memória esteja em pleno funcionamento pra nunca mais esquecer todo esse encanto e doçura que és capaz de trazer!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Seis anos de Santiago

Meu filho, te vendo daqui fazer 6 anos hoje, não sabes o orgulho que tenho de ti e do menino que te tornastes.
Quantas vezes, meu filho, tive medo de errar ao lapidar tuas formas, definir teus limites? Quantas vezes meu coração apertou por estar longe de ti, ainda tão pequeno e frágil? 
Foram tantas as vezes que me perguntei se estava fazendo certo... 
tinha tanto medo de errar na tua primeira infância...
Hoje vejo, meu filho, que o que importa é amor, carinho, amparo. Que nós, eu e teu pai, fomos capazes de te conduzir até aqui do melhor jeito que podia imaginar. Mas tudo isso, Santiago, é mérito teu. De nada adiantaria te guiarmos se teu coração não fosse tão puro, tão bonito. Se tua voz não fosse tão calma e teu jeito tão amável. Se tu não fosse tão tranquilo e teu aconchego tão bom.
Filho, se chegamos até aqui com êxito é porque tu assim o fizestes.
Esse ano passamos por uma prova dura, com a chegada do teu irmão e a divisão dos pais, da atenção, dos olhares. E nessa prova de fogo, que eu muito temi, tu tirastes nota 10. Poderia dizer que pra minha total surpresa, mas no fundo, bem no fundo eu sabia da tua maturidade. Sempre fostes assim meu filho. Seguro, maduro. E desejo que assim seja sempre.
Adicione humildade e coragem, regue tudo com amor e teu caminho florescerá! Não esqueça de chamar alguns amigos e de contar sempre conosco. Porque aqui estaremos por todos os dias que Deus permitir.
Te amo meu pequeno, que já é um moço tão grande! Te amo meu primeiro amor, o primeiro fruto do meu ventre!
Obrigada por me ensinar tanto! 


Solidão a três

E então aquele fim de tarde chegou. Sentia-me sozinha mesmo com os dois na minha volta... porque pra eles eu sou norte e naquele momento precisava de alguém que fosse leste ou oeste, qualquer coisa que estivesse do lado, pra acompanhar, dividir, compartilhar. Não queria educar, naquele fim de tarde eu queria ser a aluna. Ou melhor, a ouvinte. 
Estava cansada, cabeça cheia de estar vazia. 
Precisava me alegrar, dar um up, afinal eu sou o norte. E se a gente está pra baixo pode crer que tudo piora.
Pensei em ir até o mercado com os dois, mas decidi que não estava disposta a tal aventura. 
Fiz um mate. Tava bom, mas pedia uma companhia pra dividir. Um atrás do outro foi fazendo a solidão aumentar. 
Fiz um bolo. Assim já matava um tempo, perfumava a casa e alegrava o estômago (ou talvez a alma). Hmmmm ficou bom! Mais um pedaço. Não foi suficiente pra aplacar os sentimentos e eu acabei de lembrar que minha barriga pós parto não permite tantos pedaços assim.
Sentei na varanda. Corria um vento muito agradável, sabe como é, as vezes a brisa acalma o coração e põe as ideias no lugar. Mas só o que o danado me trouxe foi nostalgia... ainda mais quando olho pra mim e vejo a blusa larga, o sutiã bege de amamentar aparecendo, o cabelo mal preso, as olheiras fundas e a pele um caco. Até onde me deixei levar. 
Liguei uma música. Até que ajudou um pouco. De repente a playlist, como querendo me sabotar, fica numa repetição insuportável de sertanejos femininos. Silêncio! Melhor assim.
Acalma um choro aqui, faz uma vontade ali, ai levei uma bolada na cabeça!, nossa como minhas costas estão doídas, e quanto tempo falta pro dia acabar?
Já sei. Escrever. Precisava escrever pra tudo isso não transbordar. Coloquei pra fora e ufa... posso respirar um pouco mais aliviada. Afinal eles já estão sorrindo e, pelo menos por alguns segundos, sinto que a missão foi cumprida.
E ainda dizem que difícil é ter metas mensais pra bater... na maternidade as metas são diárias, pra não dizer por turno - porque afinal a noite nos espera, né?

Sobre gratidão

Já parou pra refletir em quantos sonhos já realizou até aqui? Olha ao teu redor e pensa...
Eu sempre sonhei em ser veterinária. Há dois anos - exatamente - estava recebendo meu diploma, em um dos momentos mais felizes e emocionantes da minha vida.
Quando pequena meu sonho era morar em uma casa, ter um pátio, uma lareira, uma varanda. E não é que hoje desfrutamos de tudo isso? 
Sonhava, desde que fui morar fora, em voltar pro interior e levar a vida noutro ritmo. Hoje escuto pássaros cantando em vez de buzinas frenéticas.
Sonhava em ter um cachorro, daquela raça e daquela cor... e é ela que vejo abanando o rabo toda vez que chego em casa.
Sempre quis ter um carro, aquele carro... e hoje quando olho pra garagem lá está ele.
Sonhava, acima de tudo, em ter uma família sólida e feliz quando eu crescesse. Eu cresci. E formei a minha família. 
Nunca sonhei com o príncipe encantado, e sim, com um companheiro real, de carne e osso, que tivesse os mesmos ideais, falasse a minha língua e cantasse a minha música. E hoje eu tenho! Juntos escrevemos a nossa letra e inventamos a melodia que embala a nossa vida, simples e doce.
Sonhava em ter filhos um dia, e esse dia chegou muito mais cedo do que eu esperava... porém foi tão bom que me fez sonhar em ter outro! Desejei e hoje tenho filhos perfeitos, saudáveis, amorosos e que me proporcionam momentos inesquecíveis na vida. 
Sonhava em nunca perder a minha essência, o meu "eu". Hoje quem eu vejo no espelho e me encontro naqueles momentos de silêncio e reflexão é a mesma Ana de sempre. Por vezes mais velha, algumas vezes preocupada, quase sempre cansada, mas sempre com motivos pra sorrir. 
Sonhei, um dia, em ter a vida que eu tenho hoje... ter tempo para meus filhos, pra minha casa, pro meu amor, pra mim. Poder tomar um mate, poder pegar um sol, poder colher uma fruta do pátio, poder caçar um vagalume numa noite de verão. E o meu sonho foi realizado.
É claro que ainda tenho sonhos e desejos, principalmente profissionais.   Mas com o tempo sei que eles chegarão! De que adianta ansiar por eles agora, em vez de aproveitar todos os demais que já são realidade? Gratidão, fé e coragem, assim teremos sempre novos sonhos para realizar!

Amamentação exclusiva em livre demanda

Essa semana completamos 6 meses de amamentação exclusiva em livre demanda e começamos a introdução alimentar do Alonso (janeiro de 2017). Fico feliz e orgulhosa em comemorar esse marco pois só quem amamenta sabe o que isso significa. É só a mãe. Não tem dessa de passar a bola quando se está cansada, ou se tem que sair por muito tempo. Amamentar é liberdade e prisão ao mesmo tempo - a gente não se preocupa em carregar fórmula, mamadeira, esterilizar, esfriar, pensar que horas mamou a última vez; o leite materno está sempre pronto, esterilizado, na temperatura certa, disponível para o bebê. Logo, a mãe também. Disponibilidade 24 horas, 7 dias por semana. 
Amamentar exclusivamente em livre demanda é uma doação extrema. Porém maravilhosa e recompensadora: aqueles olhinhos te conhecem. Te precisam. Te amam. E também te sugam - literalmente. 
Mas quando de repente esses mesmos olhinhos deixam de estar estalados e suavemente começam a fechar, o pequeno corpinho amolecendo junto ao teu, a gente esquece tudo. Só consegue pensar no aconchego que ele encontra ali. A gente sente o conforto e o amor que aquele momento é capaz de proporcionar pra nós dois. É bom demais ser exclusiva pra alguém, e com certeza isso exige muito.
Amamentar te envolve, te cativa e te dá em troca a certeza do amor recíproco; e isso vale cada segundo de dedicação. Seguiremos firme e forte na amamentação, tendo como norte que até 1 ano esse é o principal alimento para ele. E que comece as aventuras alimentares!

Santiago formou!

Parece que foi há uma semana atrás que descobri que tu estavas dentro de mim.
Parece que foi há poucos dias que vi minha barriga crescendo no mesmo ritmo dos meus anseios com tua chegada.
Parece que foi anteontem que tu chegastes ao mundo e me mostrou o que era o amor de uma mãe para com o filho.
Ainda ontem que te embalei, amamentei, ouvi tuas primeiras palavras e zelei teus primeiros passos.
E hoje já estou recebendo o convite da tua primeira formatura. Uma etapa concluída, meu filho! Já sabes ler, escrever, somar e subtrair. O que não sabes, meu amor, é o quanto me ensinastes até aqui. Muito mais do que teorias e ciências exatas. Ensinastes a ciência mais humana de todas: a maternidade. Gerar, alimentar, cuidar, educar, entender, lapidar. Por ti enfrentei meus maiores desafios e não poderia estar mais orgulhosa hoje pelo que estás te tornando, meu pequeno formando. Obrigada por ter vindo, invadido a minha vida e me mostrado como os planos de Deus são perfeitos pra nós. Parabéns, filho! Tu és demais!

Prepare-se !

Quer ter o segundo filho ? Então prepare-se.
Prepare-se para se apaixonar de novo por pequenos sorrisos, balbucios e conquistas.
Prepare-se para esquecer mais: o lanche, a fralda cocô, a roupa na máquina.
Prepare-se para desenvolver ainda mais sua paciência: as mudanças de plano são ainda mais frequentes.
Prepare-se para dormir menos ainda: por que que quando o bebê dorme o mais velho resolve sentir saudades e vir pra cama? 
Prepare-se para se preocupar mais: afinal agora são duas gripes, dois casacos, duas cobertas que insistem em ficar longe dos corpos.
Prepare-se para lidar com o ciúmes: mas tente conduzir da forma mais natural possível.
Prepare-se para encarar no espelho  um corpo que custa ainda mais pra voltar ao normal.
Prepare-se para se surpreender: como é possível as mesmas duas pessoas gerarem filhos tão diferentes?
Prepare-se para se deparar com outra mãe: cada filho, uma nova mãe.
Prepare-se para aprender a se dividir (em mais uma parte!).
Prepare-se para cuidar menos de si: o tempo é cada vez mais concorrido.
Prepare-se para ficar abismada com o amor entre irmãos que se constrói a cada dia.
Mas sobretudo prepare-se para amar mais: aquilo tudo que você sente será duplicado e por vezes parecerá que o coração vai explodir de tanto amor!

Então o terceiro mês ...

Então o terceiro mês de vida do bebê... o mês que as coisas vão tomando seu rumo, consolidando-se a nova rotina, adaptando a nova realidade. Depois do processo de conhecimento do primeiro mês e dos sustos que tivemos no segundo, o terceiro mês veio como rio que corre manso em dia de verão. 
O eventual ciúme sumiu e todos já entendemos que há mais um membro na família, conseguimos nos reposicionar e adquirir novas formas, novos postos. Apesar de difícil, conseguimos dividir novamente, agora por quatro. 
A amamentação segue exclusiva, diferente da outra vez, mas igualmente prazeirosa. Até tenho me aventurado em amamentar deitada, juntinho, corpo envolvendo corpo, recordando como essa sensação é indescritível: entrega, afeto, proteção, vínculo, amor.
As noites vão tomando seu ritmo, com mais ou menos duas mamadas na madrugada, breves e silenciosas. O corpo descansa mais e faz tudo ficar mais fácil. 
O relacionamento entre irmãos é cada vez mais claro e cativante. Santiago respeita e Alonso se encanta. Assistir a cada tijolo colocado nessa construção é o máximo e nos enche de orgulho.
A felicidade e a paz fizeram morada em nosso lar, e cada momento do dia traz seus encantos: o cheiro do café com pão caseiro, a tradicional soneca do Alonso que me permite dar atenção especial pro Santiago pela manhã, o mate tranquilo enquanto participo da vida dos dois, as tardes só minhas e do Alonso - nosso descanso, nossa conversa, nosso silêncio -, a correria dos banhos, a janta e a ida pra cama. Por mais que existam momentos cansativos e difíceis, quando respiro fundo vejo com clareza a plenitude em que vivo. Logo, só me resta agradecer. Por poder cuidar, alimentar, educar, participar e amar minha família.

16 de setembro de 2016.

Filho, não sei se já senti tanto medo na vida como esse dia. Foi difícil, bem como os dias subsequentes. Estávamos diante de resultados de exames ruins e três suspeitas para explicar aquele choro inconsolável que estava me deixando louca: pneumonia, infecção urinária ou meningite. Meu corpo tremeu,
Filho. Senti um medo que não sei explicar. Enquanto as lágrimas caiam incessantemente eu olhava teu rosto e sentia um medo imenso de não poder admira-lo mais. Medo de não poder preencher meus braços com teu pequeno e ainda frágil corpinho, te envolvendo em um abraço. Senti tanto medo que fotografei os sorrisos que tu sabiamente destes nesse momento, com medo de não poder mais me emocionar com eles. Um medo avassalador, meu filho, de te perder. Dói só de pensar nisso. 
Rezei para que o papai do céu olhasse para ti e simplesmente permitisse que eu pudesse continuar te cuidando e te protegendo aqui. Pedi para nossa senhora te cobrir e te dar saúde. Mas no fundo eu estava em ruínas pelo medo. 
Quatro dias, muitas agulhadas, uma punção lombar, medicamentos e muitas lágrimas depois estamos de volta pra casa. Meu pequeno filho parece um gigante de dois meses e meio: forte, intacto. Fico feliz que não lembrarás disso, e me contento em saber que as marcas ficarãoh apenas em mim. Em nós, pois todos a tua volta sofremos. Por cada dor que sentistes, por cada dificuldade que passastes. Mas tu fostes forte meu filho, e o papai do céu ouviu todas as minhas preces, intervindo para que daquelas três opções, fosse a mais simples... Para que desde a primeira dose de antibiótico tu já não tivesse mais febre... Para que em nenhum momento deixasse de nos trazer o teu sorriso que me fez te apelidar de "meu raio de sol", nos enchendo de luz... Para que na primeira oportunidade tu tivesse alta...
Senti, meu filho, o peso da divisão de uma mãe de dois ao deixar teu irmão em casa com os avós nesses quatro dias de internação, resumindo nosso contato em apenas 10 minutos por dia. Quanta apreensão, saudade, tristeza por estar longe. 
Sabe, meu filho, a felicidade é tão simples que assusta. E no fundo me sinto orgulhosa de saber que eu já era ciente disso há um tempo, e Deus é prova de que agradeço todas as noites por estarmos juntos, em casa, em paz e com saúde. É só disso que precisamos. O resto é o resto.

Alonso chegou!

Parece que o tempo voou até aqui. Já faz 27 dias que nossa família aumentou e foi tudo tão ... Diferente. 
Com certeza melhor do que eu esperava, muito mais leve. O puerpério do segundo filho tem uma grande vantagem: a gente sabe que passa. Que uma hora a temida noite vai embora e o dia amanhece. Que o choro uma hora cessa. Que o sufoco uma hora cede. Que a amamentação acaba tornando-se prazeirosa e não tão cansativa. Que um dia a gente volta a dormir bem. Que logo as coisas tomam seu lugar.
Por outro lado tem o filho mais velho... Tem a divisão, e a gente se vê obrigada a delegar funções que até então eram exclusivas, e aí dói... Tem os ataques pra chamar atenção que mascaram o ciúmes guardado, e às vezes a própria verdade dita na cara: "tu não me ama mais, eu quero ser bebê de novo." Aí corrói por dentro e extravasa em lágrimas. Eu entendo, meu filho, mas sabe que vai passar, o início é difícil pra todos. Devemos ser fortes e parecer que sabemos lidar com a situação ou ser francas e dizer que é tudo tão novo pra ele quanto pra nós mesmas? Não sei.. 
Sorte a minha que esses momentos, apesar de intensos, foram raros nesse quase um mês de vida do Alonso. 
As dores são menores, o tempo passa mais rápido, a angústia também existe, os medos ainda assombram mas o amor é o mesmo. E ainda faz a gente relevar todo resto. E aproveitar mais aquele colo no meio da madrugada pra aconchegar, aquele pouquinho mais de mamá quando a gente está exausta, aquela última embaladinha antes de adormecer no berço... Porque a gente sabe que em um piscar de olhos tudo isso passa. 
A rotina já é mais fácil, o banho não causa tanto pânico, a chupeta torna-se bem vinda, as fraldas já são antigas conhecidas, o sono é mais tranquilo e nós já somos mais maduras. Sabemos qual a melhor pomada, o melhor jeito de amamentar, de ninar, de vestir.. Sabemos o que funciona: o instinto. E o melhor, dessa vez, sabemos que podemos confiar nele. 
Da segunda vez sabemos que logo o relacionamento a dois volta a ser o que era antes, e o que mais vale no momento é ter companhia pra passar a noite em claro numa crise de cólica.   A gente ainda se ama como antes, apenas estamos passando por um momento sublime das nossas vidas: criar aquele que carrega nossos corações em seu corpo.
Na segunda vez sabemos que os palpites são tentativas (frustradas) de nos ajudar e conseguimos lidar (um pouco) melhor com eles. (Alguém pediu ajuda?)
Dessa vez a gente consegue se organizar e tomar um banho, lavar o cabelo e até escutar uma música sem ter que sair com shampoo na cabeça pra dar mamá. Com sorte, conseguimos fazer um bolo. Com persistência e paciência, conseguimos por toda casa em ordem também. Claro que no estilo "veste o mais velho, da colo pro mais novo e limpa o sofá enquanto isso".
A segunda vez é tão mágica quanto a primeira, e se engana quem pensa que não tem surpresas ou novidades. A boa nova por aqui é que tudo foi mais tranquilo que o esperado. Aliás, aprendizado da primeira vez: diminuir expectativas. A vida com filhos fica muito mais leve. 
Ser mãe de segunda viagem é como pegar a mesma estrada pela segunda vez. O caminho pode até ser o mesmo, mas não sabemos como estará o clima, a luminosidade, o tráfego, se terá alguma obra na estrada, algum animal atravessando a pista. As variáveis são tantas como da primeira vez, porém já conhecemos o destino dessa estrada: o amor inigualável por nossos filhos. E assim, fica tudo mais fácil...

Cartas para Alonso

19 de novembro de 2015:
Meu filho/a, hoje te vi pela primeira vez crescendo em meu útero. Ouvi teu coração batendo forte e entusiasmado com a vida, e espero que seja sempre assim. Vi que estás bem acomodado e que meu ventre está te protegendo com carinho. Filho/a meus lábios sorriram ao te ver hoje e fico muito feliz em saber que estás te desenvolvendo bem.
Hoje após a consulta fui buscar teu irmão na escola e nem imaginava a surpresa que ele havia preparado pra nos. Ele ganhou uma pulseirinha de plástico no balão surpresa do aniversário de uma colega e decidiu guardar, para que caso tu sejas uma menina, ja terás uma pulseira para usar. Tive que segurar as lágrimas na frente da prof, pois a emoção foi intensa. E não foi só isso, ao chegar em casa ele quis fazer um cartão com as seguintes palavras: 'para você, carinho, beijinho, amorzinho'. Senti-me a mãe mais feliz desse planeta por ter vocês na minha vida, e por essa relação tão doce ter se formado desde agora. 
Um dia verás a pulseira e o cartão e saberás que este foi teu primeiro presente, dado com todo o amor e espontaneidade pelo teu irmão quando tu tinhas apenas 8 semanas de vida.


24 de janeiro de 2016: 

Oi meu filho/a! Essa semana temos exame marcado, para vermos se está tudo certo aí dentro e finalmente sabermos se és um gurizinho ou uma guriazinha. Assim iremos pensar no teu quartinho, decidir como vais te chamar e começar a imaginar e sonhar com teu rostinho!
Já estamos com 17 semanas, o tempo têm passado rápido mas ao mesmo tempo devagar... Ficamos ansiosos pra te ver pelo ultrassom!
Essa semana, também, teu mano completa 5 anos! Ele está muito feliz! E muito ansioso pra saber se tu serás um companheiro pro futebol ou uma princesa para ele proteger. 
Nós estamos bem, tenho me sentido ótima, consigo fazer tudo que preciso contigo aqui dentro.
Estou começando a sentir teus movimentos, tímidos, por enquanto. Mas creio que logo logo estarão fortes e vigorosos, para o pai e o mano sentirem também. 
Mudamos para a casa nova semana passada, e estamos adorando toda essa novidade: espaço, pátio, tranquilidade, liberdade. Sei que serás muito feliz aqui também, junto conosco.
Até daqui uns dias filhinho/a querido/a! Que as horas passem logo para te ver!  


6 de fevereiro de 2016. 

Filho! Sim, já sabemos que és um gurizão! 
Estamos muito felizes e já imaginando quando estiveres aqui conosco! O teu mano amou saber que és um menino, e que ele vai ter mais um integrante pro "time das crianças".
Mal sabe ele, meu filho, que a ligação de vocês será muito além disso. Ter um irmão é ter sangue do teu sangue durante a vida afora. Sei que terão muitas disputas entre vocês: atenção, brinquedos, espaço, enfim... Mas sei que a certeza de poder contar um com o outro será maior que tudo isso! Torço, e farei o possível, para que vocês sejam grandes amigos e companheiros, saibam criar uma relação indestrutível.
Estamos muito bem, e tu estás crescendo muito aqui dentro! Minha barriga deu um salto! Teus movimentos são vigorosos e todos já podem sentir!


19 de março de 2016: 
Oi meu amor. Hoje sonhei contigo! Sonhei com teu lindo rostinho, que fiquei admirando por horas e horas. Filho, não importa se não fores igual ao meu sonho, apenas quero que saibas que vou te amar e te admirar tanto quanto essa madrugada.
Sonhei e acordei plena, feliz. E assim tem sido tua espera, meu pequeno. Todos os dias imagino como será quando chegares a este mundo, quando chegares  em nossa casa, nossas vidas. Estou ansiosa! 
Teus movimentos são fortes e vigorosos, durante dia e noite. Já sinto uma ligação muito grande contigo, mesmo faltando bastante tempo para chegares. 


2 de abril de 2016: 
O terceiro trimestre chegou com tudo! A barriga parece que cresceu duas semanas em um dia, a dificuldade em se acomodar pra dorm ir já é grande, o colostro vai fazendo a roupa grudar no peito e o xixi não te deixa ficar mais de 2 horas longe de um banheiro. Faz parte. 
Importante é que chegamos muito bem até aqui, os exames todos bem, nada da diabetes gestacional, 2,5 kg a mais na balança e um novo amor que cresce a cada instante.
Alonso, decidimos teu nome! 
A mãe está ansiosa para te ver, te pegar, te alimentar. Ansiosa para te ter junto conosco, nós quatro. 
Não tenho medo de não te amar tanto quanto amo e admiro o teu mano, sei que terás o teu jeitinho e meu coração saberá administrar o amor que tem para dar. Temo apenas que teu mano custe um pouco a entender essa divisão e que esse período inicial seja difícil emocionalmente para ele. 
Filhinho, cresce bastante aí dentro, a mãe te carrega com tanto carinho que nem podes imaginar. Por vezes tenho vontade de congelar o tempo, para que possa aproveitar mais esse período lindo que tem sido a tua gestação. Um pouco diferente do que eu imaginava, mas igualmente perfeito. Com o tempo as coisas vão para seu lugar, eu tenho fé. 
Semana que vem poderemos te ver com mais precisão na 3D e assim, seguir imaginando teu lindo rostinho que iluminará nossas vidas. Teu mano quer saber se tu serás "tão bonito e tão comportado que nem ele". Tenho certeza que sim! Meus tesouros! 

9 de junho de 2016: 
Alonsinho, falta pouco pra ti chegar. Tão pouco que as vezes chega a assustar! 
As coisas estão indo bem por aqui, após umas contrações a mais antes do tempo, agora estamos bem tranquilos. Inclusive, acho que iremos até o final.
Amanhã completamos 37 semanas, o que quer dizer que tu deixas de ser prematuro. Isso é um grande alívio pra mim, pois tinha medo de tu chegares antes do tempo.
Pinguinho, quero muito saber como será nossa vida daqui pra frente. É engraçado imaginar que deixaremos de ser três para sermos quatro! Estou um pouco ansiosa! 
Peço que Deus nos ilumine na tua chegada, e que nos guie para um lar equilibrado e feliz, como tem sido desde que formamos nossa família. Sei que tu irás trazer muitos ensinamentos contigo, e que tens muito a agregar. 
Temos mais uns dias juntinhos, amigão. E daqui a pouco seremos quatro juntinhos!

27 de junho de 2016: 
Nunca pensei que teria medo novamente. Nunca pensei que teria medo de faltar amor. Medo de não dar conta. De não saber dividir.
Na verdade nem pensei que chegaríamos até aqui: 39 semanas e 3 dias e nem um sinal concreto de que estás querendo vir ao mundo. Mas chegamos e estamos firmes com a graça de Deus! 
Alonsinho, parece tudo novo pra mim, de novo. Tenho rezado para que  eu seja surpreendida como fui da outra vez, onde sentimentos fortes, diferentes e arrebatadores me invadiram, sabores que não havia provado antes, amor que eu não sei escrever. Puro e simples. Acredito que será assim novamente e quando penso nisso me encho de ansiedade de te conhecer.
Entendo que esse medo é normal, apesar de muitas vezes me sentir mal por estar convivendo com ele agora, pois te desejei e te esperei muito. 
Filhos são uma caixinha de surpresas, desde a barriga.
Peço que Deus te proteja, que tu chegues ao mundo com muita saúde, nos trazendo mais um capítulo de nossas vidas, que tu cresças e sejas feliz em teu lar, para que possas voar e retornar quando quiseres.
Nós já te amamos, e estamos te esperando. Até muito breve! 

1 de julho de 2016: 
Meu amigão em breve vamos nos conhecer!! São 06:28 da manhã, e as 10 horas está marcado a cesárea.
Tivemos que optar por essa forma pois não destes nenhum sinal de que estavas querendo nascer e hoje completamos 40 semanas, bem como foi com teu irmão.
Alonso, a ficha da mãe não caiu ainda não. Pensei que seria mais claro da segunda vez mas já vi que é tudo igual! Estou rezando para que o papai do céu nos proteja, que a cirurgia corra bem e que tu venhas para o meu colo: forte, chorando, bochechudo!!! Que tu estejas prontinho aí dentro esperando tua hora! Meu colo e meu peito estão te esperando já.
Hoje iniciamos mais um capítulo importantíssimo de nossas vidas. A tua chegada na nossa família traz diversas mudanças e eu sei que serão muito positivas, que logo me farão perguntar como vivemos até aqui sem ti.
Essa ansiedade (e por que não medo) fazem parte. A responsabilidade é grande, pois logo vamos para o hospital e voltaremos com um pacotinho pra cuidar por toda a vida. Além disso fico preocupada que teu irmão sinta falta da minha dedicação total à ele, mas ao mesmo tempo tenho certeza que tu és o melhor presente que posso dar pra ele. Com a graça de Deus vocês serão amigos e companheiros por toda a vida, principalmente quando nós não estivermos mais aqui. 
Pequeno da mãe, venha trazer tua luz aqui. Te desejamos muito e estamos ansiosos pra te conhecer. Oro pra que tua chegada nos ilumine mais e hoje seja mais um dia do resto de nossas vidas juntos. Saiba que a mãe, o pai e o Santiago são muito felizes e tu já faz parte dessa vínculo. É amor que não acaba, não se esvai. É um círculo de sentimentos bons entre nós e tu estás chegando hoje pra formar mais um elo.
Alonso, chegue forte como o "nobre pronto pra batalha" que é o significado do teu nome e seja bem vindo a vida! Tenha a plena certeza de que estamos aqui pra te guiar pelo melhor caminho e do melhor jeito que sabemos.
Não aguento mais de ansiedade! Seja feliz, meu filho!!!!!

A descoberta

     Dia 29 de outubro de 2015: o dia amanheceu ensolarado e quente. Ao passear com a Guria pela praça fui até a frente da igreja e fui invadida por um sentimento de gratidão - o dia estava lindo, nos três estávamos cheios de saúde e amor e poucas coisas nos preocupavam. Resolvi comprar o teste. Fiz, despretensiosamente, e aos olhos dele apareceu o segundo tracinho. Já estava lá, eu estava grávida novamente. A reação foi estranha: feliz, mas tensa. A dele, idêntica a da outra vez: firme, feliz, ciente e encorajadora. Eu sou mesmo abençoada. Contamos para o mais novo irmão mais velho e tudo que ele fez foi rir, alegre. 
     Filho/a estamos te esperando de braços abertos, ansiosos para te ter aqui, mesmo tendo apenas milímetros de tamanho. Vou te abrigar em meu ventre com amor e carinho, como fiz com teu irmão, de quem serás um grande amigo. É tudo tão novo pra nos como pra ti, mas tenho plena confiança que aprenderemos juntos, e seremos muito felizes. Obrigada meu Deus por me presentear mais uma vez!

Estamos de volta

Algum tempo depois e muitas novidades, retomo as publicações por aqui. Digo publicações porque as palavras nunca deixaram de se fazer presente nesse tempo. Talvez um pouco mais introspectivo, sem vontade de exteriorizar, acabei guardando para mim! Trago, agora algumas passagens desse tempo que passou, e daqui pra frente seguirei contando experiências, compartilhando alegrias, dividindo medos e, principalmente, desabafando sobre as aventuras da maternidade!
Bem vindos de volta!