segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Alonso chegou!

Parece que o tempo voou até aqui. Já faz 27 dias que nossa família aumentou e foi tudo tão ... Diferente. 
Com certeza melhor do que eu esperava, muito mais leve. O puerpério do segundo filho tem uma grande vantagem: a gente sabe que passa. Que uma hora a temida noite vai embora e o dia amanhece. Que o choro uma hora cessa. Que o sufoco uma hora cede. Que a amamentação acaba tornando-se prazeirosa e não tão cansativa. Que um dia a gente volta a dormir bem. Que logo as coisas tomam seu lugar.
Por outro lado tem o filho mais velho... Tem a divisão, e a gente se vê obrigada a delegar funções que até então eram exclusivas, e aí dói... Tem os ataques pra chamar atenção que mascaram o ciúmes guardado, e às vezes a própria verdade dita na cara: "tu não me ama mais, eu quero ser bebê de novo." Aí corrói por dentro e extravasa em lágrimas. Eu entendo, meu filho, mas sabe que vai passar, o início é difícil pra todos. Devemos ser fortes e parecer que sabemos lidar com a situação ou ser francas e dizer que é tudo tão novo pra ele quanto pra nós mesmas? Não sei.. 
Sorte a minha que esses momentos, apesar de intensos, foram raros nesse quase um mês de vida do Alonso. 
As dores são menores, o tempo passa mais rápido, a angústia também existe, os medos ainda assombram mas o amor é o mesmo. E ainda faz a gente relevar todo resto. E aproveitar mais aquele colo no meio da madrugada pra aconchegar, aquele pouquinho mais de mamá quando a gente está exausta, aquela última embaladinha antes de adormecer no berço... Porque a gente sabe que em um piscar de olhos tudo isso passa. 
A rotina já é mais fácil, o banho não causa tanto pânico, a chupeta torna-se bem vinda, as fraldas já são antigas conhecidas, o sono é mais tranquilo e nós já somos mais maduras. Sabemos qual a melhor pomada, o melhor jeito de amamentar, de ninar, de vestir.. Sabemos o que funciona: o instinto. E o melhor, dessa vez, sabemos que podemos confiar nele. 
Da segunda vez sabemos que logo o relacionamento a dois volta a ser o que era antes, e o que mais vale no momento é ter companhia pra passar a noite em claro numa crise de cólica.   A gente ainda se ama como antes, apenas estamos passando por um momento sublime das nossas vidas: criar aquele que carrega nossos corações em seu corpo.
Na segunda vez sabemos que os palpites são tentativas (frustradas) de nos ajudar e conseguimos lidar (um pouco) melhor com eles. (Alguém pediu ajuda?)
Dessa vez a gente consegue se organizar e tomar um banho, lavar o cabelo e até escutar uma música sem ter que sair com shampoo na cabeça pra dar mamá. Com sorte, conseguimos fazer um bolo. Com persistência e paciência, conseguimos por toda casa em ordem também. Claro que no estilo "veste o mais velho, da colo pro mais novo e limpa o sofá enquanto isso".
A segunda vez é tão mágica quanto a primeira, e se engana quem pensa que não tem surpresas ou novidades. A boa nova por aqui é que tudo foi mais tranquilo que o esperado. Aliás, aprendizado da primeira vez: diminuir expectativas. A vida com filhos fica muito mais leve. 
Ser mãe de segunda viagem é como pegar a mesma estrada pela segunda vez. O caminho pode até ser o mesmo, mas não sabemos como estará o clima, a luminosidade, o tráfego, se terá alguma obra na estrada, algum animal atravessando a pista. As variáveis são tantas como da primeira vez, porém já conhecemos o destino dessa estrada: o amor inigualável por nossos filhos. E assim, fica tudo mais fácil...

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