Pra todo lado que olho vejo mães.
Vejo mães esperando, acariciando suas barrigas e profetizando para aquela vida que ali cresce.
Vejo mães recém-nascidas, com seus pequenos e frágeis bebês, e consigo entender todo aquele mar de emoções pelo qual ela está passando.
Vejo mães alimentando seus filhos em seus seios, doando-se por eles, entregando-se a eles.
Mães deixando seus filhos para voltar ao trabalho, e entendendo o real significado de "estar com dois corações". Mães aflitas, preocupadas e muitas vezes culpadas por não estar perto deles.
Vejo mães cansadas da dupla jornada.
Mas também vejo mães exaustas por estar em casa. Escravizadas no trabalho que dura 24 horas por dia e 7 dias por semana.
Vejo mães nervosas quando seus filhos adoecem. E vejo mães radiantes a cada conquista.
Vejo a mãe que aguenta a birra no supermercado e ainda é julgada com olhares desconfiados. Não se preocupe, eu te entendo- todas passamos por isso.
Vejo mães carregando seus filhos por onde vão: no colo, no carrinho, no pano, no carro, de mãos dadas. Na verdade elas estão fazendo muito mais que isso, elas estão guiando seus filhos pela vida afora.
Vejo abraços apertados, beijos estalados e palavras sinceras.
Vejo mães que parecem ter, no mínimo, um par de braços a mais pra conseguir levar tudo.
Vejo mães sendo rígidas e mães que preferem "ser feliz a ter razão".
Mães buscando a si mesmo após a maternidade: é um longo processo. Com o tempo você vai reencontrar suas antigas faces, mas por enquanto a única que cabe é a de mãe.
Vejo mães confusas, se perguntando porque é tão difícil educar.
Vejo mães que se esforçam para dar conta de tudo, e quando o fim do dia chega, sentem-se vitoriosas.
Caso você seja uma dessas mães que eu vejo por aí, saiba que estamos juntas. Saiba, também, que estás no caminho certo, desde que o tenha escolhido com o coração.
Mãe à primeira vista
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
O tempo
Muitos falam em dinheiro, eu falo em tempo.
Eles dizem que você precisa ter sucesso, eu digo que você precisa ter tempo.
Ensinam que você deve ter uma empresa de destaque aos 30, eu digo que você precisa ter tempo durante o caminho.
Dizem que seu emprego deve ser estável, e sua conta bancária recheada, eu digo que você precisa de tempo e saúde para desfrutá-lo.
Eles falam em casas, carros, barcos, eu falo em tempo, tempo e tempo de qualidade.
Você não precisa de tudo o que dizem.
Você precisa ter tempo. Para seus filhos, seus amigos, sua família.
Você não precisa gastar muito dinheiro, se você tiver tempo para gastar com quem você gosta.
Dizem que tempo é dinheiro. Eu sugiro que você substitua dinheiro por tempo. Presente por presença. Programações rebuscadas por conversas francas. Olho no olho.
Sugiro que você deposite mais tempo naqueles que importam pra você do que dinheiro na sua poupança.
E foi isso que fizemos nesse final de semana. Gastamos nosso curto tempo juntos para depositar memórias e plantar fundos que serão resgatados futuramente, na lembrança de nossos filhos e nos nossos corações. Se eu pudesse pedir algo, seria mais tempo com vocês!
*Texto escrito na última visita ao meu irmão em Brasília, junto com os compadres - Junho 2018.
Eles dizem que você precisa ter sucesso, eu digo que você precisa ter tempo.
Ensinam que você deve ter uma empresa de destaque aos 30, eu digo que você precisa ter tempo durante o caminho.
Dizem que seu emprego deve ser estável, e sua conta bancária recheada, eu digo que você precisa de tempo e saúde para desfrutá-lo.
Eles falam em casas, carros, barcos, eu falo em tempo, tempo e tempo de qualidade.
Você não precisa de tudo o que dizem.
Você precisa ter tempo. Para seus filhos, seus amigos, sua família.
Você não precisa gastar muito dinheiro, se você tiver tempo para gastar com quem você gosta.
Dizem que tempo é dinheiro. Eu sugiro que você substitua dinheiro por tempo. Presente por presença. Programações rebuscadas por conversas francas. Olho no olho.
Sugiro que você deposite mais tempo naqueles que importam pra você do que dinheiro na sua poupança.
E foi isso que fizemos nesse final de semana. Gastamos nosso curto tempo juntos para depositar memórias e plantar fundos que serão resgatados futuramente, na lembrança de nossos filhos e nos nossos corações. Se eu pudesse pedir algo, seria mais tempo com vocês!
*Texto escrito na última visita ao meu irmão em Brasília, junto com os compadres - Junho 2018.
O nome do caos
Se você tem filhos, especialmente se tiver mais de um, saberá do que estou falando.
Falo daqueles momentos em que a casa está tomada por brinquedos, e se você der um passo em falso, provavelmente escorregará em um carrinho e levantará do chão com a máscara do homem aranha. Isso se já não tiver pisado na menor pecinha do lego do astronauta e refletido como uma arma capa de tamanho estrago é vendida para crianças.
Falo daquele fim de semana planejado há mais de 3 meses e um dos filhos adoece na véspera. E aí você fica na eterna dúvida se carrega a necessaire de remédios, reza uma ave-maria e parte mesmo assim, ou se deixa o programa ir por água abaixo.
Falo da hora do banho dos dois filhos (ou seria batalha do banho?), que se repete todo o dia, seja ele santo ou não. Nessas horas a gente se pergunta como que as pessoas criavam 10 filhos há um tempo atrás?!
Falo daquele feliz momento que você busca os filhos na escola, cheia de saudades... carrega mochila, água, brinquedos... põe tudo no carro com sucesso. Então quando vai perguntar como foi a tarde, os dois já estão brigando. Você pensa que está tudo perdido, até que escuta: "ah, eu te amo! Dá um abraço no mano!".
Falo do caos que é uma boa porcentagem das refeições em família, com os gostos e vontades peculiares de cada um.
Falo da competição por todos os brinquedos, todos os espaços e até pessoas, principalmente essa que vos escreve.
Falo do caos que é não ir ao banheiro sozinha nos últimos 7 anos. De raramente ter a cama do casal só para o casal. Da televisão ligar automaticamente no canal infantil.
Falo das vozes que preenchem a casa desde cedo pela manhã até tarde da noite. E risos, e gritos, e choros.
Falo do caos que assim como habita nossa casa, muitas vezes também habita a nossa mente, e nos faz sentir saudades dos tempos de outrora, em que os filhos não passavam de planos para o futuro.
Mas vou te dizer que essa saudade se esvai rapidinho, porque todo esse caos tem nome. Ele se chama felicidade, e é ele que preenche nossos dias e nossa casa,fazendo com que a vida com filhos seja infinitamente melhor. Por isso, toda vez que estiver no olho do furacão, lembre-se: é apenas a felicidade disfarçada de caos, tornando os dias mais turbulentos, as casas menos silenciosas, os planos menos concretos e a sala mais bagunçada, mas nossos corações repletos do mais puro e legítimo amor.
Falo daqueles momentos em que a casa está tomada por brinquedos, e se você der um passo em falso, provavelmente escorregará em um carrinho e levantará do chão com a máscara do homem aranha. Isso se já não tiver pisado na menor pecinha do lego do astronauta e refletido como uma arma capa de tamanho estrago é vendida para crianças.
Falo daquele fim de semana planejado há mais de 3 meses e um dos filhos adoece na véspera. E aí você fica na eterna dúvida se carrega a necessaire de remédios, reza uma ave-maria e parte mesmo assim, ou se deixa o programa ir por água abaixo.
Falo da hora do banho dos dois filhos (ou seria batalha do banho?), que se repete todo o dia, seja ele santo ou não. Nessas horas a gente se pergunta como que as pessoas criavam 10 filhos há um tempo atrás?!
Falo daquele feliz momento que você busca os filhos na escola, cheia de saudades... carrega mochila, água, brinquedos... põe tudo no carro com sucesso. Então quando vai perguntar como foi a tarde, os dois já estão brigando. Você pensa que está tudo perdido, até que escuta: "ah, eu te amo! Dá um abraço no mano!".
Falo do caos que é uma boa porcentagem das refeições em família, com os gostos e vontades peculiares de cada um.
Falo da competição por todos os brinquedos, todos os espaços e até pessoas, principalmente essa que vos escreve.
Falo do caos que é não ir ao banheiro sozinha nos últimos 7 anos. De raramente ter a cama do casal só para o casal. Da televisão ligar automaticamente no canal infantil.
Falo das vozes que preenchem a casa desde cedo pela manhã até tarde da noite. E risos, e gritos, e choros.
Falo do caos que assim como habita nossa casa, muitas vezes também habita a nossa mente, e nos faz sentir saudades dos tempos de outrora, em que os filhos não passavam de planos para o futuro.
Mas vou te dizer que essa saudade se esvai rapidinho, porque todo esse caos tem nome. Ele se chama felicidade, e é ele que preenche nossos dias e nossa casa,fazendo com que a vida com filhos seja infinitamente melhor. Por isso, toda vez que estiver no olho do furacão, lembre-se: é apenas a felicidade disfarçada de caos, tornando os dias mais turbulentos, as casas menos silenciosas, os planos menos concretos e a sala mais bagunçada, mas nossos corações repletos do mais puro e legítimo amor.
As dores do desmame
Que o desmame é um processo doloroso, todo mundo sabe. O que muitos não sabem são as múltiplas faces dessa dor.
Começa na hora de tomar a decisão - difícil. Difícil decidir, pôr fim a uma relação tao prazerosa, na qual nós dois acabamos nos tornando dependentes. Pesa os prós daqui, sente os contras dali... Ok. Coragem. Decisão tomada, agora é respirar fundo e empeçar a batalha.
Pula uma mamada. Duas. Um passo pra frente, dois para trás. Uma história, uma musica... até que surge a próxima dor: o peito, ingurgitado por não compreender a decisão tomada. O seio enche, mas lá no fundo do peito cala o mais oco vazio.
Põe compressa fria, vai passar.
Passam-se os dias, mas não passa a dor no seio. As novas rotinas vão se acomodando e com sorte temos um novo jeito de acalmar, de adormecer, de acalentar. Mas o leite esquecido segue no mesmo lugar, preso, como o sentimento de indecisão no nosso coração.
Assim vai até que acontece: o leite empedra. A dor chega com mais força e o jeito é entrar no chuveiro e deixar a água morna escorrer pelo peito. Lentamente o leite começa a sair... em seguida ele escorre, ao mesmo tempo em que as inevitáveis lágrimas. Ambos vão embora pelo ralo, deixando a certeza do fim desse ciclo, da deliciosa fase da amamentação. Aos poucos o peito vai ficando menos rígido e com os dias a dor vai aliviando - é o corpo, a natureza concluindo seu processo, compreendendo que aquele ser já não é tão pequeno assim, tão dependente assim, tão exclusivo assim.
A dor física logo passa. Mas a dor sentimental custa mais a desparecer... Ainda que a gente seja bem sucedida no desmame gentil, e que o processo tenha sido relativamente tranquilo, o fato dessa conexão especial ter findado, gera, inevitavelmente, uma pontinha de tristeza. Talvez porque é difícil aceitar o crescimento dos filhos. Talvez porque de certo modo você deixa de ser única para ele, e esse é um caminho unidirecional. Talvez porque você nunca mais vai repetir essa experiência na vida. Ou, talvez, seja simplesmente isso tudo junto.
Um dia essa dor multifacetada passa. E o que fica são só as boas e inesquecíveis lembranças.
Começa na hora de tomar a decisão - difícil. Difícil decidir, pôr fim a uma relação tao prazerosa, na qual nós dois acabamos nos tornando dependentes. Pesa os prós daqui, sente os contras dali... Ok. Coragem. Decisão tomada, agora é respirar fundo e empeçar a batalha.
Pula uma mamada. Duas. Um passo pra frente, dois para trás. Uma história, uma musica... até que surge a próxima dor: o peito, ingurgitado por não compreender a decisão tomada. O seio enche, mas lá no fundo do peito cala o mais oco vazio.
Põe compressa fria, vai passar.
Passam-se os dias, mas não passa a dor no seio. As novas rotinas vão se acomodando e com sorte temos um novo jeito de acalmar, de adormecer, de acalentar. Mas o leite esquecido segue no mesmo lugar, preso, como o sentimento de indecisão no nosso coração.
Assim vai até que acontece: o leite empedra. A dor chega com mais força e o jeito é entrar no chuveiro e deixar a água morna escorrer pelo peito. Lentamente o leite começa a sair... em seguida ele escorre, ao mesmo tempo em que as inevitáveis lágrimas. Ambos vão embora pelo ralo, deixando a certeza do fim desse ciclo, da deliciosa fase da amamentação. Aos poucos o peito vai ficando menos rígido e com os dias a dor vai aliviando - é o corpo, a natureza concluindo seu processo, compreendendo que aquele ser já não é tão pequeno assim, tão dependente assim, tão exclusivo assim.
A dor física logo passa. Mas a dor sentimental custa mais a desparecer... Ainda que a gente seja bem sucedida no desmame gentil, e que o processo tenha sido relativamente tranquilo, o fato dessa conexão especial ter findado, gera, inevitavelmente, uma pontinha de tristeza. Talvez porque é difícil aceitar o crescimento dos filhos. Talvez porque de certo modo você deixa de ser única para ele, e esse é um caminho unidirecional. Talvez porque você nunca mais vai repetir essa experiência na vida. Ou, talvez, seja simplesmente isso tudo junto.
Um dia essa dor multifacetada passa. E o que fica são só as boas e inesquecíveis lembranças.
quinta-feira, 16 de março de 2017
7 coisas que você precisa saber sobre relacionamento entre irmãos
1. Ainda na gestação: está grávida do segundo filho e preocupada em como seu primogênito/a vai reagir? Calma, é normal! Todas temos aquela sensação de que não vamos dar conta de tudo! Procure sempre falar com carinho sobre o bebê e o quanto vai ser legal tê-lo em casa, mas não entre muito em detalhes se eles não perguntarem, a fim de evitar criar grandes expectativas: a imaginação das crianças vai muito além! Faça com que ele participe de pelo menos um ultrassom, tire fotos com o bebê na barriga, envolva-o nos preparativos do chá, do quartinho, enxoval. Deixe ele ajudar a escolher a primeira roupa que o bebê vai vestir, isso é muito emocionante! Dê muito colo, aconchego e carinho, e alguma vez fale que logo logo o bebê vai estar junto com vocês naquele momento especial. Quando o parto estiver se aproximando, tente conter a ansiedade com tudo de novo que está por vir. Lembre-se que eles sentem tudo e que ninguém nesse mundo sabe como ser mãe de dois filhos até ser de fato, todas passamos por incertezas! E não se culpe por isso! Essa foi a fase mais difícil por aqui, a ansiedade da chegada das 40 semanas e as mudanças no ambiente de casa (a vovó veio ajudar) resultaram nas primeiras e piores crises de ciúmes. Portanto, segure as pontas! Não demonstre tanta ansiedade, tudo vai se encaixar!
2. No dia do parto: a tensão está a toda! Hormônios a flor da pele! O bebê vai chegar! Espero que você já tenha conversado com seu filho e explicado que você terá que ficar no hospital pelo menos um dia e organizado alguém para cuidar dele enquanto isso. A minha dica pra esse momento é: deixe seu filho mais velho com alguém que confie e que ele se sinta à vontade, e aproveite ao máximo o milagre da vida acontecendo novamente! Assim que puder peça que tragam seu filho para o primeiro encontro. Prepare seus olhos (e a câmera fotográfica) para esse doce instante! Não hesite em deixar o irmão pegar o bebê no colo, nunca! Eles também querem se conhecer! Deixe ele ver, tocar, cheirar ... é tudo novo e ele se sente orgulhoso em ter um irmão! Relaxe e dedique-se aos primeiros instantes com seu novo amor.
3. Os primeiros dias em casa: esse é um período crítico! A amamentação requer muita atenção, a casa deve estar de pernas pro ar, você não dorme, e tudo aquilo que o puerpério traz de presente. Mas dessa vez tem uma vantagem: você já viveu isso, e sabe que logo passa! Tente se concentrar no que é mais importante: amamentar e conhecer seu filhote e aceitar ajuda, para que nas horas vagas você possa dar atenção exclusiva para o filho mais velho. Procure manter os momentos do dia que eram importantes para vocês dois, como a hora do sono, ou do tema, levar na escola, enfim... Peça para alguém olhar o bebê dormindo enquanto você faz uma brincadeira especial com irmão, nem que seja 10 minutos, isso fará uma super diferença pra ele! As vezes é bom ter a mãe só pra ele novamente! Permita que ele ajude nos cuidados com o bebê, mas se ele não estiver a fim, não force - tudo tem seu tempo! Lembre-se sempre: vai passar!
4. Então, a rotina: o bebê já não é novidade na casa, o que é bom pra você (que já engrenou na amamentação, nos horários, já reconhece os choros), mas pode não ser tão bom assim pro irmão mais velho. Essa fase foi um pouco difícil por aqui: parece que eles se dão conta que o irmão veio mesmo pra ficar, ahhaha! Então até todos se reposicionarem nos seus lugares na família, o ciúmes pode aparecer. E aí, como lidar? A minha dica é: seja sincera! Já cheguei a chorar junto com ele em uma crise! Prepare-se para ouvir coisas do tipo "vocês não me amam mais" e segure seu coração. Sim, vai doer. O ciúmes é inevitável. Quando isso acontecer abrace e diga tudo que tem vontade: a mãe te ama, no coração da mãe cabe vocês dois, peça desculpas se necessário, explique que você está cansada, que o bebê acorda de madrugada, mas que logo vai estar tudo normal de novo! E o mais importante, acredite nisso também!
5. Papai em ação: espero que você tenha um marido presente e disposto a embarcar nessa com você. O companheiro é essencial nessas horas, afinal ele vai ter que assumir diversas tarefas com o filho mais velho. Por aqui foi tão verdade que hoje meu filho chama o pai pra dormir! É importante que o contrário também ocorra: ele assume o bebê e você cuida do mais velho.
6. Interação entre irmãos: apesar de tudo que escrevi antes, o que mais pesa de tudo isso é o dia a dia, os diálogos informais, as situações corriqueiras. Por isso, tente sempre prestar atenção no que diz para o filho mais velho, ou melhor, como diz! É difícil explicar, mas sei que na hora você vai entender! Nunca o responsabilize em excesso, mas tente incluir ele nas tarefas. Ressalte as qualidades, elogie quando ele fizer o certo, estimule o carinho entre eles e sempre diga o quanto ele já aprendeu até aqui. A grande verdade é que de agora em diante você estará sempre em um jogo de cintura para agradar os dois. No meio de tudo isso, fique atenta - os primeiros sinais de amor entre irmãos vão aparecer. Vou te dizer como: beijinhos, apertões, carinho e frases como "você é o bebê mais bonito do mundo", "vem cá que o mano vai te cuidar", e até o tão esperado "eu te amo"! Ahhhh, você vai explodir de alegria, pode confiar em mim!
7. Você é a melhor mãe que eles podem ter!: Não se preocupe se você estiver sentindo que não vai conseguir amar os dois do mesmo jeito, também é normal. O que posso te dizer é o seguinte: o amor de mãe é igual, é aquele que cala fundo no peito, que nos torna capaz de qualquer coisa para vê-los felizes e saudáveis. Você terá um amor único para cada filho, cada um é um! Você vai amar características diferentes deles, a personalidade, os trejeitos, os olhares. Alguns dias (ou quase todos) você vai deitar na cama e pensar que poderia ter feito melhor, ter dado mais atenção para um ou para outro, vai achar que faltou em algum aspecto, porém isso é inerente à sua posição - você é uma e eles são dois. Se te assusta a possibilidade de não dar atenção suficiente pro seu filho mais velho, pense que aos poucos ele vai entender essa divisão, esteja ciente de que pode demorar um pouco mas logo a família adquire novas posições. Mentalize que no futuro eles sempre terão um ao outro e nunca duvide se tomou a decisão certa ao decidir ter outro filho. Relaxe e tenha certeza que está fazendo o seu melhor, e que pra eles isso basta! Tente não se cobrar tanto e, principalmente não se culpar por não poder se dividir em duas. Você é a melhor mãe que eles poderiam ter! Você gerou, deu à luz, criou e eles serão seus frutos pra sempre! E nunca esqueça: amor de mãe não se divide - se multiplica!
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Um raio congelante
Meu pequeno benzinho.
Estava aqui te admirando enquanto te amamento no auge dos teus 7 meses e meio... e fiquei com uma dúvida cruel: se eu pudesse escolher uma coisa tua pra congelar no tempo, qual seria?
Tuas fofas e ágeis mãozinhas que já
acordam buscando seus alvos?
Tuas pernas lisinhas que se engalfinham no meu corpo enquanto tu mamas?
O sorriso contagiante que recebo toda vez que me vês?
Teu olhar curioso e atento a tudo, que sorri tanto quanto teus lábios?
Teus gritos e balbucios que tanto nos encantam?
Tuas mamadas intensas, os olhos fitando os meus, as mãos procurando abrigo nas minhas?
Ou quem sabe a hora do soninho, o aconchego do teu corpo no meu, o cheirinho de banho tomado, o suave adormecer?
Difícil dizer! Impossível escolher!
Desejo apenas que o tempo passe beeeem lento nesses momentos e que a minha memória esteja em pleno funcionamento pra nunca mais esquecer todo esse encanto e doçura que és capaz de trazer!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Seis anos de Santiago
Meu filho, te vendo daqui fazer 6 anos hoje, não sabes o orgulho que tenho de ti e do menino que te tornastes.
Quantas vezes, meu filho, tive medo de errar ao lapidar tuas formas, definir teus limites? Quantas vezes meu coração apertou por estar longe de ti, ainda tão pequeno e frágil?
Foram tantas as vezes que me perguntei se estava fazendo certo...
tinha tanto medo de errar na tua primeira infância...
Hoje vejo, meu filho, que o que importa é amor, carinho, amparo. Que nós, eu e teu pai, fomos capazes de te conduzir até aqui do melhor jeito que podia imaginar. Mas tudo isso, Santiago, é mérito teu. De nada adiantaria te guiarmos se teu coração não fosse tão puro, tão bonito. Se tua voz não fosse tão calma e teu jeito tão amável. Se tu não fosse tão tranquilo e teu aconchego tão bom.
Filho, se chegamos até aqui com êxito é porque tu assim o fizestes.
Esse ano passamos por uma prova dura, com a chegada do teu irmão e a divisão dos pais, da atenção, dos olhares. E nessa prova de fogo, que eu muito temi, tu tirastes nota 10. Poderia dizer que pra minha total surpresa, mas no fundo, bem no fundo eu sabia da tua maturidade. Sempre fostes assim meu filho. Seguro, maduro. E desejo que assim seja sempre.
Adicione humildade e coragem, regue tudo com amor e teu caminho florescerá! Não esqueça de chamar alguns amigos e de contar sempre conosco. Porque aqui estaremos por todos os dias que Deus permitir.
Te amo meu pequeno, que já é um moço tão grande! Te amo meu primeiro amor, o primeiro fruto do meu ventre!
Obrigada por me ensinar tanto!
Assinar:
Comentários (Atom)