quarta-feira, 1 de agosto de 2018

As mães que vejo

     Pra todo lado que olho vejo mães.
     Vejo mães esperando, acariciando suas barrigas e profetizando para aquela vida que ali cresce.
     Vejo mães recém-nascidas, com seus pequenos e frágeis bebês, e consigo entender todo aquele mar de emoções pelo qual ela está passando.
     Vejo mães alimentando seus filhos em seus seios, doando-se por eles, entregando-se a eles.
     Mães deixando seus filhos para voltar ao trabalho, e entendendo o real significado de "estar com dois corações". Mães aflitas, preocupadas e muitas vezes culpadas por não estar perto deles.
     Vejo mães cansadas da dupla jornada. 
     Mas também vejo mães exaustas por estar em casa. Escravizadas no trabalho que dura 24 horas por dia e 7 dias por semana.
     Vejo mães nervosas quando seus filhos adoecem. E vejo mães radiantes a cada conquista.
     Vejo a mãe que aguenta a birra no supermercado e ainda é julgada com olhares desconfiados. Não se preocupe, eu te entendo- todas passamos por isso.
     Vejo mães carregando seus filhos por onde vão: no colo, no carrinho, no pano, no carro, de mãos dadas. Na verdade elas estão fazendo muito mais que isso, elas estão guiando seus filhos pela vida afora. 
     Vejo abraços apertados, beijos estalados e palavras sinceras.
     Vejo mães que parecem ter, no mínimo, um par de braços a mais pra conseguir levar tudo.
     Vejo mães sendo rígidas e mães que preferem "ser feliz a ter razão".
     Mães buscando a si mesmo após a maternidade: é um longo processo. Com o tempo você vai reencontrar suas antigas faces, mas por enquanto a única que cabe é a de mãe.
     Vejo mães confusas, se perguntando porque é tão difícil educar.
     Vejo mães que se esforçam para dar conta de tudo, e quando o fim do dia chega, sentem-se vitoriosas. 
      Caso você seja uma dessas mães que eu vejo por aí, saiba que estamos juntas. Saiba, também, que estás no caminho certo, desde que o tenha escolhido com o coração.
   

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