sábado, 2 de fevereiro de 2013

27/01/13

    Há uma semana aconteceu uma das maiores tragédias do nosso estado, e eu há uma semana tento escrever algo. Esse tipo de acontecimento mexe muito com todos nós e é difícil ficar imune ao sofrimento de tantas pessoas juntas. 
    Eram todos jovens, que na segunda feira deveriam estar chegando na faculdade e comentando sobre a festa. Jovens da minha idade, da minha cidade, amigos de amigos. Mas eles nunca mais retornarão nem para a faculdade, nem a ligação da mãe, nem para as suas casas, seus amores, suas vidas. Dói muito isso porque se trata de sonhos. Sonhos interrompidos, quebrados, estilhaçados, sonhos mortos. Sonhos que não se realizarão nem sequer terão um final frustrante. Eram jovens cheios de sonhos, bem como eu. Perder um avô dói, uma avó dói; mas perder uma semente cheia de energia para o futuro desaba as nossas esperanças. Dói muito para todos nós, mesmo que não envolvidos diretamente, e dói mais ainda pra quem é mãe e sabe a dimensão do amor que dedicamos às nossas peças preciosas, para que sejam levadas assim, de repente...
     Me pergunto muito até que ponto somos predestinados ou somos escravos do destino. A verdade é que nunca saberemos. Por isso temos FÉ. E é isso que desejo para os pais e mães, amigos, familiares desses agora anjos que deixaram esse mundo tão subitamente. Em especial para minha ex prof, que um dia me ensinou a emendar frases em redações e hoje tento juntar palavras que lhe transmitam força para seguir em frente.
     Sempre falo que não importa o quão cansativo ou difícil tenha sido o dia, e sim que, quando este terminar, estejamos em paz e juntos. É o que faz a vida valer a pena. Força. Fé. Não tenho mais palavras...

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