terça-feira, 14 de maio de 2013

Sobre filhos independentes e dia das mães


    Ganhei um presente de dia das mães muito especial. O nosso cantinho; uma casa que aos poucos estamos transformando em nosso lar. E esse presente nos trouxe outro de valor inestimável - a certeza de que estamos no caminho certo. Vou explicar. Quando decidimos nos mudar, começamos a sedimentar a idéia do Santiago ter um quarto só pra ele e dormir na caminha sozinho, o que não acontecia há muito tempo. E não é que ele absorveu? Então, nos mudamos, e na primeira noite na casinha nova ele não quis nem saber de ir pra cama da mamãe. Ficamos muito orgulhosos! Vou explicar de novo. Esse simples fato nos mostra que o cidadãozinho que estamos criando já está maduro o suficiente pra tomar suas decisões e segui-las com muita certeza, caindo naquela minha teoria de que amparo nunca é demais. Ter deixado ele dormir junto por tanto tempo não fez com que ele tornasse isso uma condição permanente nem que ficasse mais dependente, como todo mundo diz. Pelo contrário, meu mocinho decidiu que dormiria no quarto dele e não voltou atrás. Claro que ele me chamou, e que tudo é uma novidade, mas esse primeiro passo foi muito grandioso pra maturidade dele. Fico feliz que ele saiba que pode estar no outro quarto ciente de que estarei sempre por perto pra dar o aconchego que ele precisa. E isso tudo, naturalmente.
    Agora sobre o dia das mães, quero parabenizar todas aquelas mães de hoje. As mães que, assim como eu, acordam mais cedo pra vesti-los, enquanto eles ainda dormem. Aquelas que levam eles pra escola carregando bolsa/mochila/caderno/filho, estacionam fazendo uma baliza e saem de lá pela metade, pois deixaram um pedacinho de si. Encaram trânsito, chefe/professor que pode até ser pai mas não é mãe e não entendem o porquê do atraso. Contam os minutos e horas até que o dia passe e chegue a hora de buscá-los. Chegam na escola, enchem de beijos e enchem o coração com o sorriso que recebem ao abrir a porta da sala. Fazem a janta, dão o banho, arrumam as roupinhas, brincam, correm, colocam pra dormir com um carinho e dedicação que só podem ser definidos como maternos. As mães que esquecem das unhas, do cabelo, do shopping e da academia, pois não são prioridades mais. Parabéns pras mães que encaram febre, fila da emergência do hospital, exame de sangue, dor de garganta, de ouvido, de barriga como se fosse no seu próprio corpo e sofrem tanto quanto seus filhos. Pras mães que não dormem enquanto a febre não baixa e a tosse não passa. Pras mães que largam tudo pra assegurar de que a recuperação será completa. As mães que lidam diariamente com um conflito interno entre trabalho/estudos e filhos, e que engolem a culpa de estar longe. As mães que se escabelam para o filho comer mais uma colherada de arroz com feijão, e que ficam orgulhosas de ver o prato vazio. As que fazem de tudo para protegê-los, defendê-los das tomadas, dos mosquitos, das mordidas, dos olhares alheios, e de qualquer coisa que os façam mal. Mães que adivinham olhares, decifram palavras, entendem choros. Aquelas mães que conhecem seu filho melhor do que ninguém desde aquele primeiro olhar na maternidade, que deram o peito, o sono, o dia, e que dariam a vida por seus filhos. Porque depois de ser mãe, não somos sós. Temos um pedaço independente do nosso corpo, mas dependente do nosso amor. Porque a gente cria um filho baseado no amor e a dedicação é extrema. Parabéns guerreiras pelo dia das mães, apesar de mãe não ter dia, nem hora, nem lugar. Mãe é tempo integral. Alegria integral. Carinho integral. Amor integral.

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