Mas é assim mesmo. Todos somos
ótimos pais até que nossos filhos nasçam e derrubem todas essas teorias
perfeitas de como criar um filho que dorme sozinho, come de tudo e é
independente. Peraí, gente! Eles têm menos de um ano. Eles tinham tudo sem
precisar pedir quando estavam na barriga. Eles viviam quentinhos, protegidos,
alimentados e, o mais importante, unidos às mães fisicamente e – por que não -
emocionalmente.
Assim, quando o Santiago nasceu,
anotávamos a hora que ele tinha mamado, quantos cocôs tinha feito e quanto
tinha durado a soneca da tarde. É claro que isso durou não mais que dois dias. A
exaustão dos primeiros dias sem dormir e o insucesso nas teorias vieram como um
balde de água fria no meu projeto de como criar um filho exemplar. Santiago
dormia mamando, mamava dormindo, acordava inúmeras vezes pra mamar durante a
noite, fazia sonecas longas durante o dia, tinha colo sempre que queria, era
embalado pra dormir e todos os mimos que tinha direito. Exatamente o contrário
de tudo que o livro ensinava. Confesso que isso me deixou um pouco frustrada;
Afinal, é cansativo embalar um nenê que engorda em progressão geométrica,
amamentar a toda hora e dormir pouco por tanto tempo.
Mas essa frustração não durou
muito tempo. Já disse anteriormente que sou do tipo de mãe que acredita no
instinto. E nosso instinto não é deixar o bebê chorando até dormir no berço,
apenas olhando pra ele como conforto. Nosso instinto não é negar que o bebê
durma junto com a mãe. Nem negar o peito porque não completou 3 horas de
intervalo entre as mamadas. Muito menos deixar de acalmar, aconchegar e
transmitir confiança para aquele bichinho tão novo no mundo quanto a nossa
carreira materna.
A partir daí, larguei a “Encantadora
de Bebês” e suas técnicas infalíveis para seguir a minha diretriz: aprender a
ser mãe com meu filho, atendendo às necessidades dele, procurando sempre me
tornar um porto seguro, onde ele encontre aconchego e conforto.
Certa vez, encontrei uma página na
internet intitulada “Soluções para noites sem choro”, onde pude ver que não
estava sozinha nessa, e que muitas outras mamães também seguiam seu instinto e
optavam pela proximidade com os filhos, através da cama compartilhada (dormir
junto com os bebês, com todas as medidas de segurança, é claro), da amamentação
prolongada e tantos outros métodos que são totalmente contra aqueles propostos pela “Encantadora de Bebês”. Senti-me mais amparada e vi que
estava fazendo a coisa certa. Até agora não me arrependo de deixar que o
Santiago durma junto de vez em quando, de ter feito um desmame gradual e sem
traumas, de ter deixado ele dormir mamando por um ano e 4 meses, já que agora
ele até pede pra dormir no berço – naturalmente.
Enfim, acredito que a maternidade
e tudo que a rodeia deve ocorrer assim: naturalmente. Porque o natural é o
aconchego e o amparo, é o abraço e a paciência; o natural é o amor! O amor
absoluto que doamos aos nossos filhos e que através dele somos capazes de ensiná-los
como ser um filho exemplar – independente e seguro, sempre com a proteção
materna por trás, até quando ele quiser e naturalmente vá criando asas pra voar
por si próprio.
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