Sempre quis ser a dona de um beijo que curasse dodóis. Melhor, "dadáis", como diz meu pequeno aventureiro. São essas e outras incumbencias que nos fazem sentir no dia a dia o sentido da palavra mãe. Quase dois anos depois de realmente me tornar mãe fui capaz de entender que algumas coisas só podem ser resolvidas pela mamãe.
Claro que nos primeiros meses a gente sente isso, especialmente nos primeiros dias, onde existe uma necessidade fisiológica de sono e uma necessidade biológica de amamentar, ninar, cuidar... mas com o tempo isso diminui um pouco e vem em crises. Agora, as vezes sinto necessidade de alguém mais para dar conta de coisas corriqueiras da vida de mãe, como conversar com a escolinha, consultas de rotina, etc e tal, até que contando com a ajuda da minha mãe, além do Gonçalo, vejo que nada feito. Mãe é mãe, né? Infelizmente, o final do semestre não respeita minhas obrigações como mãe - que são sempre prioridade -, e nessas horas não há quem possa socorrer.
Concomitante a isso, o desenvolvimento da fala do Santiago me brindou, essa semana que passou, com uma nova expressão: "quer mamãe". Meus olhos se encheram de lágrimas e meu coração de alegria e... culpa. Meu filho aprendeu a expressar que eu realmente faço falta no diazinho dele, e que o que ele quer é... mamãe. Claro, ele não tem nem dois anos, isso é o natural. Ele que nunca foi de muito colo, pede para sentar comigo e ainda para dormir junto a noite. Particularmente, eu adoro. Renova a confiança e a cumplicidade entre nós e eu aproveito para matar a constante saudade que sinto. Cheguei a conclusão, também essa semana, que sou mãe exagerada mesmo e potencializo todos esses sentimentos.
Enfim, das conclusões dessa semana pré provas finais, o que fica é que ter um beijo que cure dodóis e receber um "cabo dadái" logo após não é tarefa fácil, mas é mais do que compensatória. Felizmente, esses 40 créditos estão chegando ao fim e as coisas voltarão a um ritmo mais leve depois de cinco meses ligados no 220. Mal posso esperar!
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